quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


Grande Viagem…

 

 

Com Sua ajuda …

Hei-de chegar ao porto final.

A viagem pode ser longa e desabrida.

Com tornados e intempéries.

Com a força d’Ele,

Não há temporais

Que não tragam bonança.

 

Só preciso acreditar

E ser-lhe fiel,

Como em qualquer relação mortal.

 

Só que… com uma companhia igual,

Não há vendaval

Nem tourada de sangue

Que não acabe em festa.

Cheia de cor.

Alegre e remansosa. 

Tem seu preço!...

 Com muitas facilidades de pagamento…

E,sem juros…

 

Até se pode saldar…se… e quando houver…

Sem agravamentos…

Como convém a qualquer mortal.

Usa agora…

Sê fiel…

Paga depois!…

 

Ouvindo Lang Lang em Sonho de Schuman-

 

Berlim, 21 de Fevereiro de 2013

6h9m

 

Joaquim Luís M. Mendes Gomes

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013


Uma rosa cada manhã…

 

 

Sem bater à porta,

Ao raiar da madrugada,

Quero deixar à porta de cada amigo

Um botão de rosa perfumada.

 

Com a cor mais linda

Que lhe dê cor à vida negra

Do dia a dia.

Onde a alegria  tende a escassear,

Como riqueza rara e preciosa.

 

Nuvens carregadas caíram inesperadas,

Assentaram no nosso céu azul de luz.

Azul de serra e mar.

Espuma e brisa com iodo e sal,

Muito sargaço verde

Aos novelões a se espreguiçar,

Na areia molhada,

Pelas cachinas gaiatas e festaleiras

Como as da Póvoa de Varzim. 

Queria ver rir as janelas rasgadas ao abrir,

Às gargalhadas,

Alumiadas pelos raios

Dum sol caliente e meigo.

 

Bom companheiro alegre da criançada

De sacola às costas,

Rumo à escola. 

Pelos seus pés.

 

Quero abraçar os cavadores do pão

Que de enxada às costas,

Se dirigem a sachar ao fresco matinal,

As leiras de milho.

E saudar a padeirinha alegre

De canastra à cabeça,

Distribuidora do pão

Pró café da manhã. 

Em cada lar.

Rezar as trindades sonoras

Que caem do sino do meio,

Erguendo as almas

Para o Nosso Senhor,

 Uno e Trino.  

Quero ser e ajudar a ver

Todo o mundo feliz…

Com a graça de Deus.

 

 

Ouvindo Lang Lang em concerto nº 1 de Liszt

 

Berlim, 20 de Fevereiro de 2013

6h09m

Joaquim Luís M. Mendes Gomes

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013


Como espuma de mar…

 

Desde a alta madrugada,

Vem caindo silenciosa

Uma chuva miudinha e densa

Que tudo caia de neve.

 

Uma ténue mantilha branca,

Cobre o chão e as ramagens secas,

Que esperam o sol.

 

Que lindo quadro belo,

Como que em despedida.

Que alguém pinta tão bem

Sem assinar seu nome.

 

 Nos regala os olhos

E comove de bem.

 

Bendita esta chuvinha breve,

Espuma de mar…

 

Ouvindo Serenata de Schubert,

 

Berlim, 19 de Fevereiro de 2013

7h55m

Joaquim Luís M. Mendes Gomes

 

Uma nona sinfonia…

 

 

Seguia o meu caminho

Pelas veredas,

Ora mansas ora atribuladas

Que a vida nos dá,

Quando vi uma estrela rutilante,

Brilhando lá ao alto,

Sobre o mar

Como farol ardente,

Que me chamou à terra.  

 

Navegando lesto,

Me abeirei  da costa

E encontrei um prado maduro e verde,

Com tanta bonina

Florida exposta.

 

Que perfume…celeste …

Dele se desprendia….

Inebriante até ao delírio…

Apeteceu assentar ali para sempre,

Esquecendo tudo…

Dali para a frente. 

Contemplando… sorvendo …

Tanta beleza e paz.

 

Que brisa suave e fresca

Ali fazia…,

Que enlevo se enovelava

Em tão ténues e doces ondas,

Lago de cisnes …

Ou uma nona sinfonia…

Começou então…

 

E , como tudo na vida,

Chegou ao fim. ..

Mas não fiquei triste…

 

Ouvindo Caballé e Freddy Mercury em “ amigos para sempre”

 

Berlim, 19 de Fevereiro e 2013

5h21m

 

Joaquim Luís M. Mendes Gomes

Um só raio de Amor…

 

 

Haverá alguém

Que não sinta

Que este mundo seria outro,

Se nele reinasse

O amor entre os homens.

Se houvesse justiça e fraternidade?...

 

Como ele seria

Alegre e colorido,

Onde apeteceria viver.

 

Haveria sol

E haveria mar

Para toda a gente

Um paraíso tropical!...

 

Até do céu

Voltariam os nossos queridos,

Para nele reviverem.

 

Ouvindo Susan Boyle

 

Berlim, 18 de Fevereiro de 2013

9h50m

Joaquim Luís M. Mendes Gomes

domingo, 17 de fevereiro de 2013


A Ti lembro…

 

De quem me havia eu lembrar

Senão daquele que um dia

Me deu meu ser.

 

Me pegou pela mão

E me ensinou a caminhar.

Me explicou o que era isto tudo

Neste mundo que se me abria .

Uuma coisa linda!...

 Foi sua mensagem.

Ficou-me  gravada

E vive sempre até morrer.

 

Bendito sejas meu paizinho.

A força que me dás

Ainda é fogueira acesa,

Sem apagar.

Que me aquece.

Neste hora de tanto gelo.

Tanto fumo negro…

Onde meus olhos

Ficam quase cegos.

 

Ouvindo Ó Mio Bambino caro, por Carmen Monarca

 

Berlim, 18 de Fevereiro de 2013

6h19m

Joaquim Luís M: Mendes Gomes

sábado, 16 de fevereiro de 2013


Contemplação…

 

Tremo da cabeça aos pés

Ao escutar este hino

A fuga da morte à vida,

Lá muito atrás.

 

Arrepiam-se-me

Os poucos cabelos,

A maioria brancos,

 

Só pensar

Que tudo foi

E é verdade,

Neste mundo

Finito e universal.

 

Sem suor e lágrimas,

Não há vida

Nem há sonho

Que valha a pena …

 

Não é no pântano

Que nascem as rosas,

Mas nos campos lavrados

Que o sol faz.

 

Tudo vem de cima.

Só é preciso levantar os braços

E  olhar o céu…

 

É lá que as estrelas brilham

E só uma delas  

É o nosso sol…

 

 

Ouvindo a canção “Êxodo”

 

Berlim, 16 de Fevereiro de 2013

10h37m

Joaquim Luís M. Mendes Gomes