quarta-feira, 11 de setembro de 2013

hino à Paz...

Hino à Paz...


Subam ao vento,
Como folhas secas,
Nossas mágoas,
Nossas queixas.
Nossas tristezas.

Subam pelo céu a arder.
E vão cair bem longe
As suas cinzas.

Fiquem, para sempre, sepultadas,
Nas profundezas do alto mar.

O dia só voltará a nascer
Ao sol da Paz
Com vida.

Tudo renasça,
Tudo brilhe,
Ao seu calor.

Como nuvens negras,
Se dissipem
Todas as sombras.

Volte a esperança,
Em dias melhores.

Não há procelas,
Por mais raivosas,
Que não serenem,
Com a força da paz
Que só Deus nos dá...

Ouvindo Kimmy Skota, com André Rieu

Berlim, 12 de Setembro de 2013
7h15m
Joaquim Luís Mendes Gomes



terça-feira, 10 de setembro de 2013

somos como somos...

Somos como somos...

O que somos e temos cá dentro a fervilhar,
Acaba por vir ao de cima
E tudo comandar,
Nas sendas da nossa vida.

Cada um não é um fruto do acaso.
Tem para trás,
Uma árvore, muito antiga,
Com raízes, de tão fundas,
Se perdem nos negrumes,
Como segredos enigmáticos ,
Que correm nas nossas veias...

Se enlaçam, se engrenham uns aos outros,
Segundo a lei da sorte,
Que o destino nos ofereceu,
E se enriquecem com a arte
Que nos desabrocha espontânea,
À luz e força
Da nossa mente
E nossa vontade,
Como forja que se acende,
À chuva e vento,
Do ambiente que nos rodeia...

É assim que somos.
Uma mistura livre
E determinada,
Entre a herança que herdamos
E o que alcança
Nosso corpo e nossa alma...

Ouvindo Hélène Grimud, em Jean S.Bach

Berlim, 11 de Setembro de 2013
7h14m
Joaquim Luís Mendes Gomes



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

simplesmente a paz...

Simplesmente a paz...

Queria neste mundo e nesta hora,
Que as  nuvens negras de ameaças,
Que correm de leste a oeste,
Se dissipassem, para sempre.

Deixassem ver de novo,
O céu azul, com sol, pão e paz.

Estamos fartos de tanta guerra,
Por fome e ganância de poder.

Que triste figura fazem esses poderosos,
Que têm as rédeas deste mundo...

Se têm de dormir umas horas, em cada dia...
Para serem capazes de viver!...

Basta um ligeira brisa...e sol
E caem da mesa,
Como migalhas secas,
Nem as formigas lhes pégam
Para comer...

ouvindo Dança do Cisne, com André Rieu

Berlim, 10 de Setembro de 2013
6h52m

Joaquim Luís Mendes Gomes

que nem morcegos...

Oração pelos morcegos...

São ratinhos, muito simpáticos.
Têm asas e voam mesmo.
Só de noite.
Porque de dia, meteriam medo.

De horríveis pássaros voadores.

É o que são os nossos políticos.
Têm asas...mas têm dentes..

Gostam de sangue...
E mordem empeçonhados.
Vamos prendê-los todos numa gaiola.
Lançá-los ao mar.
Como praga de gafanhotos.
Que vão para o fundo.
E lá fiquem, para todo o sempre...

Amén...

desistir, nunca...


Nunca desistir...

 

Se tiveres um sonho,

-Quem não os teve e tem?-

Nunca deves baixar os braços.

Voltar para trás...

Avança em frente.

Haja lá o que houver.

 

Se for mesmo bom ...,

E depender da tua vontade,

Ele um dia despertará real...

Quando menos tu esperares.

 

Não somos uns animados telecomandados.

Não viemos à vida por um mero acaso.

Como a obra bela dum artista,

Fomos pensados e queridos.

 

Mesmo os que parecem esquecidos...

Os deserdados...

Têm um fim...têm um rumo...

Que os transcende.

No final, reinará a Justiça...

Impossível...que assim não fosse.

O mundo seria um absurdo!...

E não é!...

Tanta beleza e ordem..

Infalível...

Parece eterna!...

Teve um começo

E tem um fim...

 

Ouvindo “ aquela canção inesquecível do titanic” com sax

 

Berlim, 8 de Setembro de 2013

7h9m

Joaquim Luís Mendes Gomes

sábado, 7 de setembro de 2013

apenas sonho...


Apenas sonho...

 

Que saía pela calada da madrugada,

Ia à procura da terra da paz...

Pensando ser assim,

Como que uma planície extensa,

Verde e florida.

 

Sem caminhos traçados no chão,

Com mafiosas scuts

Nem sinaleiros,

Para se poder andar.

 

Onde as pessoas

Fazem o que devem,

Para si mesmas,

Como fazem ao seu irmão.

 

Onde não há chefes.

Comandantes,

Nem prégadores profissionais,

Uns vendilhões

De etéreas teorias.

Tirano-democráticas.

 

Onde os limites do pensamento

São o céu azul e o chão estreme

Por onde passam os pés enxutos.

 

A raiz da vida seja só

Vivê-la em paz e com alegria.

 

Nunca se oiça a palavra guerra.

 

Os bens circulem de mão para mão,

Por troca limpa e justo valor.

 

Não se oiça falar de bancos...

Em cada esquina,

Onde se trafica a vil moeda

Que tudo corrompe...

E parasitas,

Cultivam a sombra estéril, fria,

Em vez do fruto que a árvore dá...

 

Ouvindo HÉlène Grimaud em Rachmaninov, nº 2

Berlim, 8 de setembro de 2013

7h53m

Joaquim Luís Mendes Gomes

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

canção do amor...


Canção do Amor...

 

Se cada um desse a mão a seu irmão,

Na hora em que mais precisa,

E do pão que come,

Fosse capaz de repartir,

Além do que, por justiça,

Lhe for devido,

Sem esperar a lei do Estado

Ou a ordem cega dum tribunal;

 

Se soubesse ouvir primeiro,

Antes de impor

Sua vontade;

 

E desse sempre, o primeiro passo,

Para aceitar a desculpa

De quem o ofende;

 

Se trabalhasse para saber,

E fizesse sempre

O melhor que sabei,

No trabalho e no lazer;

 

Se se alegrasse,

De verdade e sem limites,

Com todo o sucesso

Que vai na casa do seu vizinho;

 

Se ao acordar e ao deitar,

O coração se elevasse ao céu,

Louvando grato

O Autor da vida

Em cada dia...

 

Seria bom viver

E reinaria a Paz no mundo...

 

Ouvindo “ canção do amor” com André Rieu

 

Berlim, 7 de Setembro de 2013

7h35m

Joaquim Luís Mendes Gomes