segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

é agora!...

É agora!...

É preciso urgentemente,
Acabar com esta onda de pobreza
Que avassala
O meu País...
Não foi para isto
Que ele se construiu,
Há tantos séculos...
Pedacinho de terra fértil
E linda,
À beira-mar...

Há muito sangue,
Suor e lágrimas...
Derramados no seu chão
De húmus tão terno.

Chega e sobra
Para os dez milhões de irmãos
Que nele nasceram...
Tem de tudo.
Água e sol,
Com fartura...
Tem encostas doces,
Que se cobrem de vinho e mel.
Tem vales suaves
Onde o gado,
Bravio e manso,
Pode pastar,
Em liberdade.

Tem oliveiras tão humildes
Nas suas cores
Mas que enchem de oiro,
Os galheteiros...
Parece de mel.

Tem floresta, apesar de arder,
Por mãos perversas,
A soldo d’alguém...
Que não merecia viver.

E tem um mar
Tão largo e fundo...
Povoado de tanto sal,
E pescado fresco...
Não precisa de amanho...
É só pegar!...

Então, porque se vê tanta miséria,
Exposta e, pior
Aquela oculta...
Sempre a crescer?...

Não pode ser!...
Basta!...Vamos dar cabo dela
E de quem a causa!...
Só por maldade...e egoísmo atroz!...
Agora mesmo...no nascer do ano.

Ouvindo Wagner
31 de Dezembro de 2013
8h23m
Joaquim Luís Mendes Gomes


é agora!...

É agora!...

É preciso urgentemente,
Acabar com esta onda de pobreza
Que avassala
O meu País...
Não foi para isto
Que ele se construiu,
Há tantos séculos...
Pedacinho de terra fértil
E linda,
À beira-mar...

Há muito sangue,
Suor e lágrimas...
Derramados no seu chão
De húmus tão terno.

Chega e sobra
Para os dez milhões de irmãos
Que nele nasceram...
Tem de tudo.
Água e sol,
Com fartura...
Tem encostas doces,
Que se cobrem de vinho e mel.
Tem vales suaves
Onde o gado,
Bravio e manso,
Pode pastar,
Em liberdade.

Tem oliveiras tão humildes
Nas suas cores
Mas que enchem de oiro,
Os galheteiros...
Parece de mel.

Tem floresta, apesar de arder,
Por mãos perversas,
A soldo d’alguém...
Que não merecia viver.

E tem um mar
Tão largo e fundo...
Povoado de tanto sal,
E pescado fresco...
Não precisa de amanho...
É só pegar!...

Então, porque se vê tanta miséria,
Exposta e, pior
Aquela oculta...
Sempre a crescer?...

Não pode ser!...
Basta!...Vamos dar cabo dela
E de quem a causa!...
Só por maldade...e egoísmo atroz!...
Agora mesmo...no nascer do ano.

Ouvindo Wagner
31 de Dezembro de 2013
8h23m
Joaquim Luís Mendes Gomes


no tempo em que os animais falavam...


No tempo em que os animais falavam...

Havia discursos rectos,
com poucas palavras,
se dizia muito
e certo.

Depois de perderem o dom da fala,
O bicho-homem
Ficou com o monopólio
De dizer asneiras,
Quantas mais melhor...

Porque nas assembleias,
Deixaram de estar os animais...
Donos do senso.
Nada escapava...

Ao menor dislate,
Caíam-lhes em cima,
Sem dó nem piedade...

Agora, quanto mais asneiras ...
Mais intelectual...
É o bichano.

Mais alto sobe e manda,
Como se vê,
Na nossa assembleia de pardais...
Onde viceja a burrice esperta
Todo o ano...
Vão-se uns...
Logo aparece outro bando,
Com fome...de rato
E de roer os nossos bolsos,
Como formigas térmitas...
tudo devoram...
Que só gostam
só deixam o prato...

Ouvindo Wagner

Berlim, 30 de dezembro de 2013
20h51m
Joaquim Luís Mendes Gomes


nem corvos...nem aviões...


Nem corvos...nem aviões...

Se vou para a minha varanda fumar o meu cachimbo
E beber umtrago de uísque
E não encontro os meus vizinhos,
Fico triste e pesaroso...
Só volto a arrebitar,
Quando alcanço os dois casais de corvos,
Cada um sobre sua morada,
No alto do prédio,
E muitos traços de aviões,
Cruzando o céu...

Fazem parte da minha vida.
São meu horizonte,
Sobre o mundo distante,
Que eu deixei à beira-mar.

São eles que me trazem as novas...
No seu vai-vém diário.

Abençoado sol brilhante
Que, de vez em quando raia,
Desfazendo a cortina espessa
De cinza
Que, nesta quadra,
Cobre Berlim...
Hoje é um desses dias...
Por isso eu rejubilo...
Tive novas boas
Das ridentes cercanias
De Mafra e de Lisboa...

Ouvindo Grieg
Berlim, 30 de Dezembro de 2013
15h45m
Joaquim Luís Mendes Gomes

domingo, 29 de dezembro de 2013

como um condor...

Como um condor...

Circulo na minha bicicleta inglesa,
De mudanças ao cubo,
Um selim comprido e largo,
Um guiador metalizado,
Com a chave das mudanças.
E um grande espelho.

Vou mais feliz que se fosse num jaguar.
Vermelho.
Da cor do sangue
De quem contribuiu, com seu suor,
Para o patrão luzir.
Sem nada fazer.

Meus cabelos voam ao vento.
Minhas pernas compridas
Fazem de asas.
Como se a bicicleta
Fosse um moinho.
No alto dum monte
Que eu desço louco,
Em correria de jovem.

Minha camisa aberta à frente,
Deixa bater a força do vento.
No meu peito nu,
Um forno em brasa.

Meus braços estremecem firmes,
Como se fossem remos...
E a bicicleta, ainda mais louca...
Gosta e ainda mais corre.
Parece um corcel.
Quase me mata...

Meu rosto arde,
Chaminé ardente...
Lançando fumo
Como um vapor...
No mar.

Me sinto livre,
Como um condor.
Nos Andes.
Voando à solta,
Sem querer poisar...

Ouvindo Brendan Perry

Berlim, 29 de Dezembro de 2013
22h2m
Joaquim Luís Mendes Gomes




sábado, 28 de dezembro de 2013

os meus tinteiros ...


Os meus tinteiros...

Preciso de renovar os meus tinteiros.
Foram a zero.
Não vou comprá-los ao supermercado.
Vou pedi-los directo,
À natureza,
Em estado puro.

O preto,
Vou pedi-lo à floresta negra,
Que de negra,
Só tem o nome.

O vermelho, em sangue,
Vou enchê-lo, grátis,
No oriente,
Ao Mar Vermelho.

Para o amarelo,
Vou direito à capoeira
E com gemas de ovo,
Vou enchê-lo até esbordar.

Para o azul,
Eu tenho o mar...
É só encher
E trazer para casa.

E o verde?
Atravesso o mar
E vou ao Amazonas,
Onde mora a floresta.

Quanto ao branco,
É só pedi-lo ao pai natal
Quando voltar para o ano,
Da Gronelândia...

E a mistura de todos,
Para atingir todos os tons,
Fica a cargo da impressora,
Nem precisa de botões...

E pintarei o dia
Ao nascer do sol.
E pintarei a noite
Com a lua luzir.

E o azul do mar
A espelhar o céu.
E até a alma dos anjos,
Se eu lhes visse as asas...

Berlim, 28 de Dezembro de 2013

Baladas de Berlim- meu livro de poesia

Meus caros Amigos


Tenho de vender 3000 num ano, para que a editora traduza, por sua conta, nas línguas principais, o meu livro e ele chegue a todo mundo...

É um livro de poesia, com mensagem sã e positiva...para crente e não crente...de todas as idades e cor da pele...em palavras simples e com frescura.

Quem quiser adquirir o meu livro de poemas- Baladas de Berlim - pode fazê-lo nas seguintes livrariasao preço de 14 euros:

Caro Joaquim,

O livro pode, neste momento, ser encontrado nas seguintes livrarias:

Livraria Les Enfants Terribles
Cinema Nimas
Av. 5 de Outubro, 42B
1050 Lisboa

Livraria Nun’Álvares
Rua 5 de Outubro, n.º 59
7300-133 Portalegre

Livraria Papelaria 115
Praça 8 de Maio, n.º 29
3000-300 Coimbra

Livraria Branco
Rua Dr. Roque Silveira, n.º 95
5000-630 Vila Real

Livraria Caminho
Rua Pedro Santarém, n.º 41
2000-223 Santarém

Representações Online
Praça do Comércio, n.º 108
4720-337 Ferreiros AMR

Livraria BrincoLivro
Rua Alexandre Herculano, 301
3510 – 038 Viseu

Livraria Universo
Rua do Concelho, n.º 13
2900-331 Setúbal

Livraria de José Alves
Rua da Fábrica, n.º 74
4050-246 Porto

Livraria Esperança
Rua dos Ferreiros, 119
9000-082 Funchal

Nazareth e Filho
Praça do Giraldo, 46
7000-406 Évora

Livraria Graça
Rua da Junqueira, n.º 46
4490-519 Póvoa do Varzim

Aliete S Clara Brito
Avenida 25 de Abril, lote 24 R/C
8500-511 Portimão

Livraria Caravana
Morada Sede: Av. 25 de Abril, Edf. Vila Flôr 6º
8100-596 Loulé

Livraria Papelaria Meneses
Rua da Sobreira, n.º 206 Paços de Brandão
4535- 297 Aveiro

Está disponível online no nosso site, na FNAC.PT, Wook, na bertrand Online e no Sítio do Livro.

É possível, também, encomendá-lo em qualquer balcão Fnac, Book.it e Bertrand.
Gosto · · Promover · Partilhar
Gosto · · Parar notificações · 12/12 às 12:01
Daniela Melo gosta disto.
Joaquim Luís Mendes Gomes