terça-feira, 17 de setembro de 2013

fosse eu condor...

Fosse eu condor...

Passaria a vida
Voando alto,
Longe desta terra azul
Que se fez imunda,
De tanto mal.

Tanta loucura à solta,
De quem nela manda,
Culpa do homem.

Simples viageiro,

Esqueceu quem é.
Assentou arraiais,
Como se fosse aqui
Sua meta final.

Com a lei do mais forte,
Que nasceu igual,
Num império do mal
Se volveu o mundo.

Fez-se pirata,
Salteador de gentes,
Ergueu castelos,
Fez-se terror.
Fera imortal,
Imperador sem lei.
Vive do sangue,
Impune,
Do seu irmão...

Bradou aos céus,
Como se fosse o sol.
Renegou a Deus,
Autor do mundo...

Em vez de asas,
Só tenho algemas,
Mas sei voar...
Como um condor.

Ouvindo Tschaikowski, concerto nº 1
Mafra, 18 de Setembro de 2013
Joaquim Luís Mendes Gomes

















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