quinta-feira, 29 de agosto de 2013

horas serenas...


Serenas horas...

 

Tenho fome e sede

De horas serenas

Nos rochedos,

Debruçadas sobre o mar.

 

Meus olhos,

Duas gaivotas,

Barco à vela,

Livres,

Sem limites,

Sobre as ondas,

Sobre as nuvens,

Me embalando a sonhar.

 

Serenar os meus ouvidos,

Aturdidos do ruido louco

Que, dia e noite,

Sem sentido,

Brame na terra,

Em todo o lado.

 

Encher meu peito

De ar puro,

Em vez do fumo pestilento,

Que o progresso,

Ávido de lucro,

Impunemente,

Me impõe a toda a hora.

 

Inebriar minha alma,

Tão cansada,

De perdida,

No emaranhado desta vida,

Sem sentido,

Rasteira ao chão,

Com a candura infinita

Do altar da natureza,

Como a vestiu o Criador...

 

Ouvindo André Rieu

Berlim, 30 de Agosto de 2013

8h29m

Joaquim Luís Mendes Gomes

 

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