terça-feira, 20 de maio de 2014

promessas...

Promessas…

Há promessas desgraçadas.
Mais ameaças.
Vêm do fundo dos tempos.

Nunca foram
Nem serão cumpridas.
É nossa sorte.
...
Outras são bem aventuradas.
Já são dádivas.

Vêm inscritas no coração
Desde a origem.
A nossa marca.

Das primeiras,
Não temos a chave.

Inacessíveis.
Mui bem guardada.
É nossa sorte.

Das segundas,
Estão confiadas
À nossa vontade.
É só abri-las…

Quem não almeja a felicidade?…

Ela nasce verdejante,
Em cada dia,
Quando nasce o sol.
É só esperá-lo.

Vem na brisa doce
Que vem do mar,
Ao amanhecer
E ao cair da tarde.
É só buscá-la.

Vem no desabrochar em festa,
Duma flor garrida.
É só hauri-lo.

Até no lagido aflito
Duma criança
Ao vir ao mundo.
É só esperá-lo.

E no abraço ardente
Da esposa em casa,
Há tanto ausente,
Na nossa chegada…
É só abrir-se.

Bem aventurados quantos,
Com toda a esperança,
Tudo fizerem,
Nas suas vidas
Por as merecerem…
Serão cumpridas!

Berlim, 21 de Maio de 2014
6h31m
Joaquim Luís Mendes Gomes

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