sábado, 25 de maio de 2013


Minha harpa…

 

É de madeira de ébano

A harpa que me legaram os deuses.

 

Quando ela toca,

Minhas cordas vibram.

Baladas de ouro.

Mirra e incenso

Que sobem ao céu.

 

Minha alma sonha,

Num delírio vibrante.

Ressoam ondas

Dum mar distante.

De quando ainda só as aves

Trinavam versos,

Sem pauta à frente.

 

Têm a cor do ouro,

Reluzindo ao sol.

 

Solta acordes breves,

Como hinos celestes.

Oriundos divinos,

Quem não sabe cantar.

Precisam das nossas harpas

Para se fazerem ouvir

E nos fazerem sonhar.

 

Ovar, 25 de Maio de 2013

20h34m

Joaquim Luís Monteiro Mendes Gomes

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